Um Lustre e uma Missão – Iluminação da Sala.

lustre
Quem segue a gente no instagram acompanhou de perto a saga do nosso lustre da sala. A parte de iluminação é uma das nossas partes favoritas da casa, procuramos e escolhemos tudo com muito cuidado e paciência, e conseguimos comprar todas as luminárias, plafons e etc já há um bom tempo. Menos o lustre da sala.

Nossa casa é do tipo “aberta”, o que significa que não curtimos paredes. Assim, nossa sala de estar, jantar e cozinha são um cômodo só.
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Sendo assim, a grande dificuldade em achar o lustre perfeito pra sala foi: Já tinha coisa demais pendurada nessa casa! Temos os pendentes do balcão da cozinha e o pendente da mesa de jantar. Fora isso, um monte de spots por todo canto! Tem também a luminária da cozinha, embutida no gesso.
E claro, não podemos esquecer da fita de led (com controle pra muda a cor, luxo!) por dentro do gesso.
Enfim, muito penduricalho e blá blá blá, acabou que o dilema do lustre da sala se estendeu por todo o ano que durou a Obra, e só nos 45 do segundo tempo – quando já estávamos quase colocando um plafon simplezinho só pra acabar logo com isso – acabamos encontrando o lustre perfeito. Ou melhor, ACABEI encontrando. E vou contar como. Tá com tempo?

Era um domingo como outro qualquer, estávamos, eu e Igor, em nosso costumeiro passeio vespertino pela Leroy Merlin, comprando coisas chatas (e que não deveriam custar dinheiro) como tomadas e registros de chuveiro.
Até que sem compromisso e esperança, acabamos passando pela área de iluminação, e eu prontamente bati o olho nessa belezura de lustre ostentando uma bela etiqueta que dizia: 50% de desconto!
Meus olhos brilharam, e notei que o desconto era mesmo bom: de R$400 por R$200. OH MEU DEUS PRECISO DE VOCÊ.
Mas mantive a calma, como sempre faço quando quero muito, muito, muito uma coisa. O trabalho psicológico começa aí, em conseguir controlar suas emoções.
Não chamei o Igor prontamente, fiquei ali admirando o lustre, até que ele se aproximou naturalmente, curioso.
Ele me perguntou o que eu estava olhando, e eu respondi com um tom meio de descaso: “Ah, nada não. Esse lustre, que tá pela metade do preço.”
As palavras mágicas desperataram o interesse dele, que prontamente foi checar o preço, mas como eu já esperava, não se interessou muito. Era um momento onde estávamos quase vendendo a alma pra pagar a semana dos pedreiros, então, R$200 ainda era muita grana.
Enquanto ele checava o lustre, alegando que devia ter algum defeito para ter aquele desconto, me afastei, fingindo desinteresse, e fui olhar os plafons de R$9,90 da promoção, encenando um falso interesse em escolhê-los para a sala, já que sou uma pessoa consciente e madura. Era a coisa certa a se fazer, afinal.
Depois disso, seguimos pelos corredores da loja, pegando nossas tampas de tomada e registros de chuveiro (dá pra imaginar que cobram por isso?), e vez ou outra eu encaixava o lustre em algum assunto.
“Será que chove hoje?” – Por exemplo.
“Acho que Lustre. O tempo tá fechado.”
“Tô com fome, quer comer alguma coisa da lanchonete?”, também é um exemplo real.
“Tô. Leu meus pensamentos! Acho que comeria um Lustre de frango com catupiry!”.
E assim foi durante todo o passeio. Até que quando vi que não funcionaria, me cansei daquela psicologia barata, e fiz igual criança no meio do shopping querendo a Barbie Aeromoça edição especial de luxo.
Me envergonho, sim. Mas não consigo evitar. Eu queria aquele lustre com todas as minhas forças e o sentimento de poder perdê-lo (afinal imaginei que por estar com 50% de desconto, poderia ser a última peça) era devastadora. Consumidores Compulsivos entenderão.
Mesmo depois de muito chororô não teve conversa, e eu tive que assumir que R$200 fariam falta naquela situação e deixar o Lustre seguir com a vida dele. Sem mim.
Na semana seguinte, voltamos à Leroy no domingo, como de costume. Anda aqui, anda ali, eis que lá estava o lustre, ainda intacto e soberano em meio à tantos outros, invisíveis perante à sua beleza.
Sem nada a perder, repeti toda a técnica da primeira vez, e mais uma vez não funcionou. E lá fomos nós embora mais uma vez sem Ele. Eu, com o coração partido. Ele, com uma lâmpada já queimada, definhando aos poucos, sem mim.
Até que na terceira semana, algo muito ruim aconteceu comigo. Não consigo me lembrar agora exatamente o que, mas foi algo que me deixou muito triste e chateada. Fiquei cabisbaixa por uns dias, e quando isso acontece, o Igor fica louco querendo fazer alguma coisa pra me animar.
Até que ele resolveu arrumar o guarda roupa (não que isso me anime) e encontrou R$200 reais esquecidos no bolso de uma bermuda. Na mesma hora ele gritou de felicidade e anunciou: “Olha só, amor! Achei dinheiro! E como a gente não tava contando com ele, acho que é o destino: vamos comprar o seu lustre!”.
E lá fomos nós, eu já nem lembrando mais o motivo da minha tristeza (como deu pra notar), e ele com aquela felicidade contagiante de quem encontra dinheiro. Mesmo sendo dele mesmo.
Por fim, trouxemos essa lindeza pra casa. Sim, ele ainda estava lá! Esperando por mim, coisas do destino. Quem um dia irá dizer, que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
O mais legal é que o desconto de 50% realmente era pra peça do mostruário, que estava faltando cristais. Mas era domingo, e o vendedor ficou com tanta preguiça de desinstalá-lo, que vendeu um novinho na caixa pra gente com o mesmo desconto. Final feliz.

Agora, é com vocês. Tirem suas próprias conclusões:
Se meu jogo psicológico super complexo funcionou (tudo friamente calculado), se estávamos realmente destinados um para o outro, se os R$200 foram plantados na bermuda do Igor intencionalmente para forjar um golpe do destino, ou se ele planejou toda essa tortura só pra me castigar pelo meu consumismo compulsivo, bom…Acho que nunca saberemos.

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1O momento da instalação. Igor e Mestre Amilton. Um momento que ficará para sempre na lembrança. A foto chegou a ficar poética.

E tem até um mini vídeo:

manu

Comentários

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10 comentários sobre “Um Lustre e uma Missão – Iluminação da Sala.

  1. Manu, só você mesma! Adoro o jeito que vc escreve, dei boas risadas com a saga do lustre!
    Foi difícil mas no fim o amor venceu, né! Agora vcs ficarão juntinhos para sempre!
    E sinceramente tô achando que o dinheiro foi plantado na roupa do Igor…Mas os fins justificam os meios, não é? hahahahahhaha
    beijoca

  2. achar dinheiro é demais! ainda mais quando precisamos exatamente daquele valor. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    o lustre é lindo e ficou massa os contrastes com as paredes, amei! tb procuro por um, mas tipo pequenininho já que minha casa tem pouco espaço.

  3. hauahuahuahuahua chorei com a história.
    Eu não teria sangue frio pra aplicar essas artimanhas psicológicas, já pularia direto pra parte da criança no shopping, que é a que eu sei fazer melhor (ou não, porque quase nunca funciona).
    Minha conclusão é que obviamente o dinheiro não foi plantado… esse lustre é que estava escrito nas estrelas!
    Ah e ele é mesmo lindão e ficou muito estiloso na sala… Adorei!!
    Ps: minha casa também vai ser uma mistureba total, minha sorte é que a cozinha é separada, senão as coisas complicariam pro meu lado…

    Beijos!
    http://meucafofopitoresco.blogspot.com/

  4. Ola Menina, amei a historia não podia deixar passar batido. Ca pra nos realmente não dava pra passar, só tinha duas opções: É esse ou esse ponto final. Tinha tudo haver na simplicidade da peça com uma leveza é beleza. Quem saber o que quer acha. Obrigado por me permitir dar boas risada com a historia ´, fiquei imaginando, só faltava a menininha se jogar no chão batendo perninha dizendo: EU QUERO, EU QUERO, EU QUERO em brantos Beijão – Que Deus continue a derramar benças em sua vida.

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