O primeiro lar a gente nunca esquece

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Quando tento lembrar do momento exato em que decidi sair da casa dos meus pais pra morar com ele, não consigo.
Acho que foi porque esse momento que pra tanta gente é tão simbólico, pra mim de fato nunca aconteceu. Não precisei dele, e sinceramente nem sinto falta. Começar a viver com o Igor foi natural, e na verdade começou um pouco antes do que chamamos carinhosamente de Cafofo 1.0.
Começou com um quarto de república em uma mansão assombrada em Santa Teresa. Era um quarto grande com banheiro e com cheiro de velho. A forma como a luz do sol invadia o cômodo o fazia brilhar por inteiro, e dava a ele um ar tão poético quanto um quarto em Santa Teresa deveria ter. Você poderia facilmente escrever um livro ali, ou pintar um quadro, ou até compor uma música só com uma gaita. De alguma forma, aquele lugar era inspirador.
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Quando ele se mudou pra lá, ajudei com a mudança mais fácil que eu já vi: duas malas e 1 caixa de livros. No caminho, passamos numa loja de departamento. Compramos dois copos, dois pratos, dois talheres, duas toalhas, roupa de cama, duas cadeiras de praia e um ventilador.
E o novo quarto estava mobiliado. E durou tão pouco quanto a boa vontade da dona da casa, que decidiu cobrar uma taxa extra quando percebeu que eu não saía mais de lá.
Lá, aprendi a subir ladeira sem deixar o carro morrer, aprendi a dirigir por entre os trilhos do bonde sem estragar os meus pneus, comi a melhor carne assada da minha vida, pulei carnaval, fiquei bêbada de licor de chocolate, aprendi sobre o comportamento dos marimbondos e comi mais miojos e comida chinesa do que deveria.
Mas Santa Teresa era longe demais, alta demais, cara demais, pequena demais. E hoje eu confesso, era um saco ter que dividir uma cozinha com um monte de homem de cueca samba canção. Fora que, sempre roubavam meus danoninhos da geladeira.
Já era hora, e começamos a procurar um apartamento pro Igor. Pro Igor. Porque até então, eu ainda morava com os meus pais. Pelo menos oficialmente.
Até que, a busca implacável pelo apartamento perfeito se tornou um desafio tão complicado, que eu, que sou conhecida por justamente não gostar de desafios, acabei levando pro lado pessoal e me joguei na missão de corpo e alma.
Foi quando a gente encontrou o primeiro apê do Igor, e aí foi que tudo mudou.

Continua…

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manu

Comentários

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5 comentários sobre “O primeiro lar a gente nunca esquece

  1. Olá Manu, que post lindoo. A história de vocês é fantástica.. haha
    Imagino como é difícil morar em uma república.
    Já adoreii o blog, vi uns posts anteriores e tô apaixonada. Também fiz um tutorial da parede chevron, só que ainda irei postar. Adoreiii!
    Beijos

    1. Oi Alvaro! 🙂
      Que bom que gostou! Ficamos felizes em saber! Em breve teremos a continuação desse post!
      Obrigada pela visita!
      Beijos!

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