A Casa Verde (nosso terceiro lar)

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Já mostramos por aqui o nosso primeiro e segundo lar. E agora chegou a vez do terceiro, que aliás, foi o último antes da gente se mudar pra casa da minha mãe pra passar um ano enquanto nossa casa definitiva estava em obra.
A casa ficava em uma rua charmosa com nome de gente importante, e era daquelas casas com cara e cheiro de vó. Nós a encontramos depois de uma busca incansável, quando decidimos nos mudar do apartamento em que morávamos.
A decisão de conseguir mais espaço veio depois de eu desenvolver um pânico inexplicável de apartamentos. Na verdade, muitas coisas aconteceram naquela época, e eu comecei a ter crises de pânico a partir de coisas inexplicáveis, e o apartamento era uma delas.
Fiz terapia, claro, mas o que realmente mudou a minha vida foi aquela casa verde.
No dia em que pegamos as chaves, pedimos pizza e comemos no chão da sala vazia enquanto planejávamos o lugar dos móveis. Sempre gosto de pedir pizza nos primeiros dias em uma nova casa. Tenho a impressão de estar testando o endereço ao falá-lo pela primeira vez ao telefone, e fico feliz em ver que realmente funcionou quando o entregador aparece na porta. Pra mim, é nesse momento que me sinto finalmente em casa. Não sei se isso é muito estranho, talvez eu devesse ter comentado na terapia, mas agora já era. Já superei.
Naquela casa, nós tínhamos o triplo do espaço do apartamento, e tínhamos o quintal, que era pequeno (e nunca realmente chegamos a usar ele todo), que me trazia segurança e a possibilidade de pisar num chão firme e de verdade quando precisasse.
Levamos os poucos móveis que tínhamos, e reaproveitamos muitas coisas velhas que encontrávamos pelo caminho, como as molduras velhas (ganhamos de um amigo), o carrinho de chá (achado no lixo pela minha mãe), a mesinha de cabeceira (comprada por R$10 num brechó), a mesinha de centro de carretel, e muitas outras coisas. Essa casa foi um verdadeiro laboratório. Lá, comecei a costurar, a lixar, a pintar…Foi lá que adotamos nossos gatos, foi onde começamos nosso Negócio e onde tudo mudou.
Lá, largamos nossos empregos de diretores de arte em uma agência (trabalhávamos juntos), e fomos trabalhar com nossos pais. Eu com o meu, no ramo de Auto Peças, e Igor com o dele, na Imobiliária. Depois de algum tempo, nos despedimos deles e apostamos tudo no nossa própria empresa, que começou num quartinho daquela casa e que hoje é nosso maior orgulho e nosso sustento.
Lá, nós crescemos um pouquinho mais. Aprendemos um pouquinho mais. Vivemos um pouquinho mais. Lembro até hoje com muito carinho do dono da casa, Seu Natair, um velhinho português muito simpático, que quando entregamos a casa nos deu um dos sorrisos mais simpáticos que já ganhamos, junto com uma declaração de amor ainda mais singela: “Poxa, é uma grande pena. Vocês foram os melhores inquilinos até hoje, queria alugar ela pra vocês pra sempre. Sejam muito felizes na casa nova.”

Estamos sendo, Seu Natair. Estamos sendo.

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Comentários

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2 comentários sobre “A Casa Verde (nosso terceiro lar)

  1. Casas lindas! Vc tem um bom gosto inexplicável! Estou apaixonada pelo seu instagram e blog! Se puder me passar o endereço dessa casinha linda por email, vou amar, estou procurando uma para alugar! Parabéns, parabéns e parabéns!!

  2. sem fotos tambem… puxa.

    Estava lendo o blog do inicio, como se fosse um livro (e dos bons), e agora parou de ter as fotos.

    Que pena!

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